quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Origem da UMBANDA

Importadas de diversas regiões da África e pertencendo a civilizações muito variadas, as diferentes etnias que contribuíram para a formação do Brasil fundiram-se em grande parte na Bahia, onde se defrontaram com uma discriminação racial mínima. Ainda que existam em qualquer parte do Brasil influências religiosas africanas, é na Bahia que estas são mais marcantes e significativas, pois foi onde se deu a maior concentração de escravos, especialmente aqueles provenientes da Nigéria e do antigo Daomé, principalmente na primeira metade do século XIX. 

Já a Umbanda, que vem dos Lundas-Quiôcos, tribo situada ao sul de Angola, foi muito deturpada ao longo do tempo. Em 1972, Tancredo da Silva Pinto, um dos precursores da Umbanda no Brasil, apoiado pela Congregação Espírita Umbandista do Brasil e pelas: União Nacional dos Cultos Afro-Brasileiros, Federação Espírita Umbandista do Estado do Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Tradições Populares e Círculo de escritores e jornalista de Umbanda no Brasil; publicou um livro "Umbanda: guia e ritual para organização de terreiros", com Byron Tôrres de Freitas. Na introdução, Tancredo, denominado "Tata"por seu cargo de "chefe" nos terreiros de umbanda, já reclamava da falta de humildade, de pessoas espertas e políticas com interesse puramente promocional, que deturpavam o verdadeiro sentido desta prática religiosa. 
Nesta época, já denunciava que o Sr. Chefe de Polícia de Brasília, informado pelos falsos "entendidos"ameaçou fechar os terreiros de "Macumba" em virtude de coisas absurdas acontecidas e "os embusteiros açodadamente esquentaram a cabeça do Sr. Chefe de Polícia, que imediatamente com a febre do veneno atuando em seu cérebro, tomou esta decisão drástica". 

Desta forma, fizeram publicar um livro a ser um "Código de Ética" denominado "Orione", com a sanção dos Sacerdotes dos Cultos Afro-Brasileiros, com o intuito de desmascarar os "inescrupulosos e aventureiros" que iam contra as práticas da Umbanda. Finaliza a introdução de Tancredo, assinando como Tata Ti Inkice:
"Urge um clamor contra o materialismo ateu e conclamamos todas as religiões para que extirpem do seu seio esse tumor maligno, que causa confusão e traz a semente da inimizade cristã-religiosa". 


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