Exu Èsù ou Elégbára
Exu é um orixá de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. É astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente, assim foi que os primeiros missionários, assustados com suas características, compararam-no ao Diabo, dele fazendo o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à elevação e ao amor de Deus.
Entretanto, Exu possui o seu lado bom e, se ele é tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se as pessoas se esquecem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes.
Exu, talvez, possa ser compreendido como o mais humano dos orixás, nem completamente mau, nem completamente bom.
Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. É também ele que serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por isso, nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes de qualquer outro orixá, para neutralizar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si.
O lugar consagrado a Exu é, geralmente ao ar livre ou no interior de uma pequena choupana isolada, ou ainda, atrás da porta da casa.

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