quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Exu  Èsù ou Elégbára

Exu é um orixá de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. É astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente, assim foi que os primeiros missionários, assustados com suas características, compararam-no ao Diabo, dele fazendo o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à elevação e ao amor de Deus. 
Entretanto, Exu possui o seu lado bom e, se ele é tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se as pessoas se esquecem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes. 
Exu, talvez, possa ser compreendido como o mais humano dos orixás, nem completamente mau, nem completamente bom. 
Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. É também ele que serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por isso, nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes de qualquer outro orixá, para neutralizar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si. 

O lugar consagrado a Exu é, geralmente ao ar livre ou no interior de uma pequena choupana isolada, ou ainda, atrás da porta da casa.


Saudação: LAROIÊ 

  • Dia consagrado a Exu - segunda-feira
  • Elementos - barro e ferro
  • Contas - vermelhas e pretas 
  • Alimentos - Galo, bode, farofa 
  • Instrumento - Ogò - um tipo de porrete, usa cabaças em sua vestimenta.

Comida em oferenda a Exu
Farofa com pimentas e cebolas
Ferramenta
para assentamento
de Exu

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